sábado, 3 de setembro de 2011

Restaurante Rubro

Os viajantes encerraram mais uma semana de trabalho com uma visita a um restaurante da nossa capital. Desta feita dirigimo-nos à Praça de Touros do Campo Pequeno com uma reserva no restaurante Rubro (antigo "VinoTinto").
O restaurante dispõe de uma esplanada que, num dia soalheiro, convida à toma de uns aperitivos ou mesmo da refeição.
O interior, com bancos corridos e mesas em madeira, remetem-nos para memórias das antigas tabernas, mas não se deixe enganar, apesar de minimalista é bastante acolhedor.

Restaurante conhecido pela extensa carta de vinhos, toda uma fachada recheada de néctares nos acompanha à medida que percorremos os degraus que ligam o piso térreo ao andar superior. Para esta refeição optou-se por um "Pinga Amores - Reserva 2009" (16€), vinho alentejano produzido pela Senhora da Penha e de autoria do enólogo Celso Pereira.
Nota do Adegga: 4/5
Breve história no The Wine Company

Colocado o vinho a respirar passou-se aos "comes".
Restaurante espanhol que se preze tem as tão famosas tapas, e o Rubro dispõe de uma simpática e interessante carta neste capítulo.
Menu "Degustação de Tapas" (dose e meia)

Começando pelo canto superior esquerdo e no sentido dos ponteiros do relógio temos:
  • "Mini Trouxas de Chèvre". Massa folhada a fazer o papel que lhe era devido, o queijo de cabra intenso cortado ligeiramente com compota de frutos vermelhos e alguns frutos secos para ajudar ao crocante da massa. Uma verdadeira delicia!
  • "Mini Hambúrguer de Alheira e Espinafres". Alheira apresentada como se de um hambúrguer se tratasse, numa cama de espinafres salteados com uma base de bolacha. Não sendo fenomenal, o crocante da bolacha ajuda a criar alguma diversão dentro da boca.
  • "Courgette com Gambas". Que agradável surpresa, o sabor delicado da courgette a "esconder" uma gamba suculenta e cozinha no ponto.
  • "Peixinhos da Horta". Vou confessar que não sou grande apreciador de peixinhos da horta, mas estes estavam tão bons quanto os que a minha avó materna fazia, se a memória não me falha. Bem escorridos de óleo, não se tornaram nada enjoativos. Estaladiços por fora e com o feijão verde suculento e bem verdinho como manda a tradição. Cumpriu.
  • "Shot de Gaspacho de Maçã". Gaspacho à moda de Espanha, uma sopa portanto. A acidez da maçã conjuga na perfeição com o sabor do pepino, criando uma verdadeira busca de sabores. Interessante.
Cada dose de tapas custa 4€ tendo a degustação o valor de 12€.
Entre o momento em que começa a bebericar o seu vinho e a chega das tapas, terá um couvert de pão e azeite.

Para a refeição provou-se os seguintes pratos:
  • "Chuletón de Buey" (35€)
Costeletão de Boi

Uma costeleta de boi bem selada, permitindo que o interior, mal-passado, conserve os sucos da carne. Tempero digno de carne grelhada, estava saboroso e muito tenro. A acompanhar com batata pré-cozida e salteada com pele. Na carta este é um dos pratos aconselhados pelo chefe e tem uma nota que deverá de ser partilhada. Pois bem, deverá de ser partilhada por pessoa e meia no máximo.
Apesar do tempero, da textura e da confecção perfeita da carne, pede-se mais de um "costeletão" de boi. Estes tipos de pratos são, como diria o celebrity chef Jamie Oliver, dignos de um Captain Caveman, quer-ser muito mal-passado, tenro, bem temperado e GRANDE. Talvez se retirarem a nota "para partilhar" deste prato, então estamos de acordo!

  • "Plumas de Cerdo Ibérico" (12€)
Plumas de Porco Preto

Mais um prato aconselhado pelo chef, a carne apresentou-se perfeita. Grelhada no ponto certo, muitíssimo tenra, sem muita gordura e saborosa. Acompanhamento idêntico ao prato anteriormente descrito, mostrou alguma monotonia.

  • "Solomillo de Cerdo Ibérico" (14€)


Lombo de Porco Preto

Um belo naco de lombo de porco, suculento e tenro. Cozinhado na perfeição, apresentou-se com um "polvilhado" de queijo ralado (sabor idêntico ao queijo Pecorino, mas não consegui decifrar a verdadeira identidade do mesmo). Novamente o acompanhamento da carne a ser semelhante entre os três pratos experimentados. Seria interessante que, uma vez que este método de confecção de batata salteada o permite, existissem ligeiras variações com a presença de algum tomilho, alecrim, pimentão-doce ou outro qualquer condimentos que funcione bem com carne.

  • "Ovos Revueltos de Espargos Verdes" (8€)


Ovos mexidos com espargos verdes

Ovos mexidos na perfeição !! Não existe muito que se possa dizer deste prato. Os espargos verdes mostraram resistência à dentada tal como é pedido, criando o efeito crocante no meio de uns ovos mexidos "a escorrer" de sabor delicado e bem presente. Delicioso sem dúvida !

Quatro pratos e duas garrafas de vinho depois é chegada a hora de saborear as sobremesas, existindo sete opções à escolha na carta.
  • "Léria" (2€)

Pequeno rissol de ovos moles. Sabor intenso, bastante doce e de dimensão correcta.

  • "Bolo de Chocolate" (4€)
Sobremesa aconselhada pelo chefe. Massa macia e bastante leve com um recheio perfeito de chocolate.

  • "Sorvete Rubro" (3€)
Sorvete de Limão com Espumante

Sobremesa refrescante, em que a acidez do limão conjugou na perfeição com o espumante.
  • Creme Brulée de Pêra (3,5€)


Esta sobremesa apresentou-se bem flamejada, com o topo a oferecer alguma resistência à colher. O "crunch" da colher a quebrar essa barreira flamejada é a abertura de uma porta misteriosa de sabor e textura. A um creme brulée exige-se que não seja muito líquido nem muito sólido, e neste caso encontrou-se algo mais parecido a um pudim do que a um creme brulée. De sabor suave e pouco adocicado, esperava mais desta sobremesa. Infelizmente não cumpriu com a expectativa.

Em suma, o restaurante Rubro é um local agradável remetendo-nos a memórias de tempos de tertúlia, com um serviço eficiente, profissional e atencioso. A carta de vinhos é uma grande mais valia deste restaurante, onde poderá ter agradáveis descobertas de néctares nacionais e internacionais. Os pratos, com apresentação banal e descuidada, mostraram monotonia no acompanhamento aos elementos nobres desta casa - a carne. As sobremesas não sendo fabulosas também não comprometem.
Nota positiva para as tapas, essas sim, agradáveis surpresas.

Contas feitas, para quatro convivas, a factura apresentou 140€ de despesa. Talvez um pouco caro para a experiência vivida (~35€/pax), e uma vez que um dos fortes do restaurante é a carta de vinhos, dificilmente se conseguirá baixar dos 30€/pax.

Apesar disso, é um restaurante digno de ser visitado para uma tertúlia em torno da mesa, ao bom jeito latino.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Las Vegas #1 - Chegar ao destino

Sabem o que se diz de Las Vegas - "What goes in Vegas, stays in Vegas", mesmo assim irei partilhar a minha experiência numa série de posts.

Primeiro à que chegar a Las Vegas e existem inúmeras combinações possíveis de voos, penso que a opção deve de cair sempre sobre a viagem mais barata. De qualquer das formas preparem-se para uma viagem longa.



Lisboa - Philadelphia - Las Vegas (2009)
Lisboa - London - Las Vegas (2010)

Não me recordo quanto foi cada viagem, mas preparem-se para gastar entre 600€ a 800€.

E ainda o avião não aterrou e já se tem um vislumbre da cidade do pecado, porque o aeroporto internacional é "colado" à Strip (a avenida principal).




O voo sobre o deserto do Nevada é estranho pois só se vê areia (de dia) e "escuro" (de noite), no entanto, se tiverem a sorte de aterrar durante a noite, a vista é fabulosa pois no meio de toda a escuridão do deserto do Nevada existe um "lago de luz" - Las Vegas.

O serviço alfandegário é apertado, algo geral em qualquer aeroporto internacional dos EUA, mas somente no momento de entrada no país. Isto quer dizer que se forem via outra cidade americana, como me aconteceu da primeira vez, entrarão directamente para uma zona cheia de slot-machines que não deixaria nenhum dos nossos casinos portugueses com vergonha. Houve um episódio caricato na segunda visita quando todo o sistema de segurança do aeroporto foi abaixo por causa dos fortes ventos que se faziam sentir. Fruto dessa situação, a passagem pela segurança e entrada no país levou mais de 2 horas.
Ahhhh, preparem-se para serem gozados pelos polícias do aeroporto, pelo menos comigo aconteceu na primeira visita quando me perguntaram o que ia fazer a Las Vegas, ao qual respondi - "vou a conferência MIX da Microsoft" e então a senhora polícia responde com "Vá lá, isso é a mentira que você contou a sua mulher, a mim tem de dizer a verdade!". Fiquei desarmado e sem saber como reagir, mas a senhora polícia ao me ver embasbacado remata com "vá-se lá embora e diga ao Bill Gates que eu quero um Windows melhor que o Vista" e lá me deixou ir a minha vida, ufffff !!

No regresso terão imenso tempo para usufruir do WiFi gratuito que o aeroporto disponibiliza e, se acharem que ainda não gastaram (ou perderam) dinheiro suficiente, só quando entrarem dentro do avião é que desaparecem as slot-machines e os restaurantes fast-food com doses regular, large, x-large (sim, as doses de batata frita podem ser assustadoramente grandes).
Mas não falemos já do regresso pois ainda agora chegámos a Las Vegas.
Próximo problema, escolher um hotel "que sirva no nosso bolso", será tratado na 2º parte deste post.

Até lá, lembrem-se da frase do Robert Louis Stevenson - "Eu não viajo para ir a algum lado, só por ir. A questão é circular"

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Restaurantes em Lisboa: SEA ME - Peixaria Moderna

Fomos pela 2ª vez ao "SEA ME - Peixaria Moderna", o novo local de eleição no Chiado, para comer o que de melhor o nosso mar tem para oferecer!

Para começar, se quiserem experimentar as delícias deste restaurante de conceito inovador, comecem por pegar no telefone e fazer uma marcação. Seja que dia da semana for, a tendência é para que esteja sempre a lotado e especialmente, se quiserem ir numa 6ª feira ou Sábado à noite, é quase certo que batam com o nariz na porta ou que tenham de se contentar com um espacinho ao balcão do bar (como nos aconteceu nesta última vez).

O espaço é acima de tudo... diferente! O nome diz tudo - peixaria moderna - é assim que melhor consigo descrever este restaurante/peixaria/bar. No fundo da sala podemos encontrar uma bela banca de peixe, recheada com uma grande variedade de peixes e mariscos sempre frescos (que podemos comprar e levar para casa) e o balcão de sushi (que não podia faltar, não fosse o principal elemento - o peixe!).



A maioria das mesas estão dispostas a todo o comprimento da sala (o que dá um ar bastante pitoresco), no entanto, os pormenores, tons e materiais de decoração são contemporâneos, o que dá de facto jus ao nome deste espaço!


Mas, vamos ao que interessa... o que se come por lá? Praticamente tudo o que venha do mar claro, numa ementa bastante variada desde entradas e petiscos, a pratos principais, a marisco, a sushi e até carne (para os que os que só vão acompanhar os verdadeiros apreciadores de peixe).

O que sugerimos? Bem... confesso que já lá fui duas vezes e das duas vezes não consegui chegar sequer ao prato principal! Os petiscos são divinais e a chamada "vaquinha" torna-se praticamente irresistível. Por isso sugerimos:

- Choco frito com shisô em tempura preta (4€) - sem dúvida um dos meus petiscos favoritos!



- Pataniscas ninja de marisco (4€)

- Ceviche de peixes com molho de citrinos, rúcula e abacate (6€)


- O sushi recomenda-se altamente, sendo que sugiro que provem obrigatoriamente o Kani norimaki (caranguejo real com abacate, cebolinho e tobikko (6€ por 5 peças)!



- Ahh e claro...para beber a fantástica sangria de vinho branco... DIVINAL!

- Como sobremesa, recomendamos vivamente a Maria Bolacha (bolacha em redução de Porto, espuma Maria e café, que adicionamos na hora...) - 4,5€



Para visitarem a vasta ementa consultem o site www.peixariamoderna.com/.

No final... as contas rondaram sempre os 20-25€ por pessoa, mas varia muito de acordo com o tipo de prato que escolhemos (se formos para o marisco ou prato principal, deverá exceder esse valor).

Convidamos portanto a que experimentem este excelente restaurante, que certamente vos irá "desenjoar" do habitual restaurante de cidade...

Até breve...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Estar na moda ou não estar na moda... eis a questão!

Chega o mês de Agosto e é vermos as revistas cheias de fotos de gente gira, nos bares e discotecas da moda do Algarve. Autênticas romarias são feitas de toda a parte do país, para que no final da noite se possa "sacar" umas boas fotos para o Facebook e dizer “eu estive lá”!

Muito bem… eu não fui excepção. Sim, fui para o Algarve em Agosto e sim fui a um desses bares/discotecas da moda! I’m guilty! Porém, fica a dúvida no ar se a experiência foi das melhores e se o ambiente era verdadeiramente “in”.

O bar em questão foi o NoSoloÁgua Beach na praia da Falésia, em Vilamoura. O conceito agradou-me pois adoro praia, gosto de dançar e adoro divertir-me. Mas então porque é que não fiquei 100% convencida? Bem… porque o que faz uma boa “casa” não é só a publicidade ou a fama e sim as pessoas que a frequentam e eu talvez tenha ido no dia errado!


Do areal tudo indicava que o espaço era perfeito, pela música e rodopio de gente. Mas talvez tamanha concentração de “Barbies” e “Ken’s” em tão poucos metros quadrados, juntos com um elevado nível de testosterona e sabe-se lá mais que necessidades físicas por satisfazer, pode não dar o melhor dos resultados numa suposta festa de praia, num agradável fim de tarde e estragar mesmo o propósito daqueles que lá vão apenas para se divertirem, sem segundas intenções!
Rapidamente o propósito de uma festa “sunset”, que se quer supostamente descontraída e boa onda, se torna numa verdadeira caça humana em que as mulheres são as presas e os senhores de peitorais nus e inchados, são os predadores. Bem talvez esteja a ser injusta, porque também lá havia predadoras, é verdade e peço desculpa!
O que valeu é que cada um faz a festa e apesar de não conseguirmos ser totalmente indiferentes a este triste espectáculo, lá fizemos a nossa! A música era boa e a sangria divinal (10€ talvez seja é um pouco exagerado) e é o que se quer…

Mercado de San Miguel em Madrid

Não, não há mesmo maneira de reservar um lugar no Mercado de San Miguel em Madrid. Local com personalidade própria na Gastronomia e na Movida Madrilena, mais do que as tradicionais tapas, aqui degustámos experiências. Construído no centro de Madrid, no inicio do século XX, deixou a normal actividade de qualquer mercado, para elevar a gastronomia a acto cultural.


Cada “banca” apresenta diferentes regiões de Espanha, bem como de outros países (inclusive Portugal), sendo que, desde os mariscos galegos ao melhor presunto extremenho, passando por vinhos de qualidade e terminando com um bem nacional café Delta, as escolhas são variadas. Então para acompanhar toda a animação do Mercado de San Miguel escolhemos:
  • Ostras e vinho Alvarinho da Galiza. Quem diria que no centro da península encontraríamos as mais frescas ostras galegas! Existem algumas variedades, mas escolhemos as maiores e de casca mais plana (2,5€ cada). Quem disse que não há mar em Madrid? Pelo menos o sabor estava lá.
  • Azeitonas recheadas. Enormes azeitonas verdes, com vários recheios à escolha, sendo que preferimos queijo (1€ cada…sim é mesmo verdade).
  • Croquetas de presunto, de gambas, de carne e de queijo, foram todas provadas e aprovadas (2€ cada).

  • Chocolate Austríaco (1€), para acabar em beleza.

Bem! Já perceberam que a qualidade paga-se e aos olhos do orçamento luso este jantar volante não ficou nada barato, mas valeu muito a pena. Olé Madrid! J
Ass.: Nuno Carrasco

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Gastro-rebelde

Gastrossexuais?!? Ao que parece é um novo homem. Acompanhado de trens de cozinha mais italianos que um Alfa Romeo, de facas japonesas descendentes de espadas samurai e de ingredientes supra gourmet, esta invenção  “Cosmopolitan” (ou de outra do género) apresenta mais do que um cozinheiro de fim-de-semana.  Foi descoberto o metrossexual com cheiro a refogado!

Nos antípodas desta definição surgiu-me a de Gastro-rebelde, sendo que nomeio para Mestre/Guru da mesma, Anthony Bourdain, naquele que é um dos meus programas favoritos. “No Reservations” (SIC Radical, sextas-feiras cerca da meia-noite e também no Travel Channel) é um programa sem pudores e sem preconceitos, que junta viagens pelas mais diferentes paragens e culturas tendo sempre como tema central a comida (ia escrever gastronomia, mas trata-se mesmo de comida, desde a pesca ou caça, à sua confecção e degustação… Comida!). Tony visita desde os mais refinados e premiados restaurantes, a festivais de rua, cabanas de praia ou botequins de subúrbio, à procura de sabores originais.

No próximo plano de férias, seja para Nova York, Caraíbas, Sul da Índia ou mesmo para os Açores esqueçam todas as recomendações dos tradicionais guias de viagem, façam a vossa pesquisa e sigam os roteiros do Tony, o Gastro-Rebelde.   

Ass. Nuno Carrasco

terça-feira, 28 de junho de 2011

15 dias em Itália (Norte - Centro - Sul)

Olá Viajantes,

   Após algum tempo de silêncio voltámos em grande com mais uma sugestão de viagem. Desta vez fomos até Itália, durante 13 dias, percorrendo num carro alugado o país de Norte a Sul, pela costa Oeste. Aqui ficam duas sugestões de roteiro para quem pretende fazer algo semelhante e a promessa de que brevemente colocaremos os relatos das experiências passadas em cada local!

Roteiro feito:


Dia 1
Dia 2
Dia 3
Dia 4
Dia 5
Dia 6
Dia 7
Voo Ida Roma (11h35-15h30)
Roma
Roma (Vaticano)
Roma - Nápoles (2h caminho)
Nápoles - Pompeia (1h) - Amalfi (1h)
Amalfi - Arezzo (4h30)
Arezzo - Florença (1h)
Dia 8
Dia 9
Dia 10
Dia 11
Dia 12
Dia 13
Dia 14
Florença
Florença - Pisa (1h de caminho) - Veneza (3h de caminho)
Veneza
Veneza
Veneza - Milão (3h de caminho)
Voo Regresso Milão (14h45)





    Na verdade apenas pudémos fazer 13 dias de viagem mas adaptámos o roteiro para o que achamos ser o timing ideal para disfrutar de cada zona. Recomendamos ficar um dia inteiro em Amalfi para aproveitar a praia e também em Arezzo para visitar a região da Toscana (apenas ficámos 1 noite e meio dia, o que foi claramente insuficiente). Também não recomendamos o regresso por Milão, tal como fizemos (a cidade pouco tem para ver) e por isso sugerimos partir de Veneza.

Sugestão melhorada com alterações:


Dia 1
Dia 2
Dia 3
Dia 4
Dia 5
Dia 6
Dia 7
Voo Ida Roma
Roma
Roma (Vaticano)
Roma - Nápoles (2h caminho)
Nápoles - Pompeia (1h) -Amalfi (1h)
Amalfi
Amalfi - Arezzo
Dia 8
Dia 9
Dia 10
Dia 11
Dia 12
Dia 13
Dia 14
Toscana (dormida em Arezzo)
Arezzo - Florença
Florença
Florença - Pisa (1h de caminho) - Veneza (3h de caminho)
Veneza
Veneza
Voo Regresso Portugal


Algumas fotos ...

Coliseu de Roma - imperdível!

As ruínas do Fórum Romano

A capela Sistina.. o verdadeiro Céu na Terra!

Pompeia - fenomenal!

Amalfi ao final do dia
As encontas íngremes da bela costa Amalfitana


A bela Toscana

Ponte Vecchio em Florença

Pelos telhados de Florença - vista do Duomo

Dispensa apresentações - a Torre Pisa

Veneza... inesquecível!

Na famosa Praça de São Marcos


Pelo Grand Canal de Veneza



segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sugestão de Programa Tarde/Noite pela Baixa Lisboeta

   Para os que por vezes se debatem com tardes de tédio e sem ideias para passeios, aqui vai uma sugestão agradável de programa para uma tarde/noite pela maravilhosa Baixa de Lisboa. Este programa serve apenas para os dias solarengos, pois é essencialmente um passeio de rua e que dificilmente será apreciado em dias de chuva.

    Como no passado Sábado o São Pedro nos abençoou com uma agradável tarde de sol, deixámos o carro numa das laterais da Av. da Liberdade (não se paga parquímetro aos Sábados - a partir das 14h - e Domingos) e fomos caminhando em direcção ao rio, como se fossemos turistas!

    A primeira paragem, propositada, foi no Tea Room LA Caffé, no 1º andar da nova loja Lanidor (atenção não confundir com o primeiro LA Caffé, uns metros mais à frente). 






    Considerado pela revista Time Out como "provavelmente o café mais sofisticado de Lisboa", a decoração é um ponto forte, como já nos tem habituado a equipa Lanidor, no que diz respeito aos seus espaços de restauração. As cores predominantes são o vermelho e branco e os elementos escolhidos dão um aspecto romântico e ao mesmo tempo cosy.

   Como já conhecia os maravilhosos scones caseiros do outro espaço LA Caffé, não hesitei em pedir juntamente com 2 chás ao nosso gosto (Chá Indiano para o Ricardo e Chá Verde Menta para mim). O preço dos scones é um pouco elevado, especialmente tendo em conta que só vêm 3 unidades, mas meus amigos acreditem que valem os 4,8€... são absolutamente maravilhosos e vêm quentinhos! Vêm acompanhados com 2 compotas caseiras (morangos e alperce) e manteigas. 
Total da despesa: 10,30€


   Mas não servem apenas lanches ou chás neste espaço. Aliás, está bem cotado até pelos seus almoços ligeiros, tal como podemos ler neste artigo da Time Out. 

   Terminado o lanche (não sem antes fazer umas comprinhas pela loja Lanidor - uma tentação para as sras), rumámos em direcção ao Rossio... fazendo uma caminhada tranquila pelas belas ruas da Baixa. Nada como observar o rebuliço desta zona: turistas, emigrantes, turistas e mais turistas! Às vezes fico triste por não ver um único Português de gema na baixa... enfim... deviam de estar todos enfiados no Colombo, ou noutra superfície comercial qualquer da cidade!

   É sempre um passeio agradável pois vemos imensos "artistas de rua" e pessoas "diferentes"! E para isso nada como ir para o Bairro Alto (é engraçado pois nunca tinha ido ao Bairro durante o dia e parece outro sítio completamente diferente...).

   Próximo das 20h a barriga começou a dar horas. Fomos então parar ao Restaurante Sacramento do Chiado, que já nos tinha chamado a atenção noutras passagens pela zona. O local é absolutamente genial - um antigo palacete (Palácio de Valadares) que anteriormente foi casa dos Marqueses de Vila Real e mais tarde dos Condes de Valadares. O espaço é gigante, podendo albergar quase 200 pessoas, divididas pelas várias salas.


   Quando chegámos foi nos imediatamente perguntado se tinhamos reserva, pois já tinham praticamente tudo cheio e por sorte ainda conseguimos arranjar uma mesa, numa sala ao lado do bar. O ambiente é descontraído mas elegante... com muitas velas e candeeiros de presença (na nossa sala talvez escuro de mais, pois mal conseguia ver a cor da comida). Os empregados eram simpáticos e muito atenciosos.

   Agora vamos ao mais importante... a comida! Sob a coordenação do chef Hugo Landeiro (não conheço) a ementa é repleta de sabores mediterrâneos, com forte inspiração na cozinha tradicional Portuguesa.

Para 2 pessoas escolhemos:

Entrada - Misto de Cogumelos salteados com Presunto - 6€ - Nota: 7 (bom sabor com um pequeno "travo" de queijo) e Couverts (Pão de vários tipos, Paté caseiros e Azeite)



Pratos Principais - Pernil de Porco perfumado c/ flor de anis - 12€ - Nota: 8,5 (adorei o sabor do Anis... muito original mesmo! A carne estava no ponto, com a crosta estaladiça e o interior suculento. A apresentação estava bem conseguida.)


Tornedó com Queijo da Serra e Espargos Enrolado em Bacon - 17€ - Nota: 8 (prato bem apresentado, carne tenra como se espera de um tornedó. No momento do corte foi com surpresa que vimos o queijo da serra fundido no seu interior. Os espargos funcionavam como "rolhas" para evitar que o queijo saisse. Ligeiramente regado com redução de Vinho do Porto e acompanhado por batata frita).

Sobremesa - Morangos à Sacramento - 5€ - Nota: 9 (qualquer coisa de especial - a melhor sobremesa de morangos que alguma vez comemos: Morangos de tamanho grande, recheados com creme de leite e cobertos por chocolate branco e negro solidificado. Estaladiços por fora e cremosos por dentro. Uma maravilha dos céus e uma forma de comer fruta de forma sofisticada!).


Bebidas - Água mineral e 2 vinhos à taça, um frutado e outro encorpado (dão-nos à escolha) - 5€ ao copo.

Total: 57€

Opinião Final: Recomenda-se! Mais uma vez fiquei triste por estar apenas rodeada de turistas num espaço tão cool da nossa cidade! Onde estão os Portugueses? Será que só sabem apreciar as tascas e gastar € em roupas de marca? Não me digam que é da crise pois os C.C. estiveram cheios este fim de semana!

   Quem quiser terminar a noite com uns copos pode ficar-se pelo bar do restaurante, com música chill out e óptimo ambiente ou simplesmente dar um pezinho às agitadas ruas do Bairro Alto, mesmo ali ao lado!

Espero que tenham gostado desta sugestão... e até breve!

sábado, 23 de abril de 2011

A nossa pequena Escócia!

Tal como prometido aqui vai a primeira colaboração do nosso novo "viajante", Nuno Carrasco:

A há já muito planeada viagem a Edinburgh continua adiada. As razões têm sido as mais variadas, no entanto a vontade subsiste... Castelos cinematográficos, verde a perder de vista, comfort food (como por lá se chama), riachos e quedas de água, fazem parte de um cenário encantado que tem vindo a ser descrito por amigos, filmes e revistas.

Não podendo concretizar este sonho... Que tal ir para a Lousã? Traçado o próximo destino laboral, lá fomos. E para surpresa encontrámos, a menos de meia hora de Coimbra, bem no centro de Portugal, “a nossa pequena Escócia”.

Rodeada de uma serra encantada, com vários pormenores arquitectónicos espalhados por alguns solares históricos (na sua maioria bem conservados), esta foi uma grande surpresa! Surpresa, para nós Portugueses e também para alguns Britânicos, que por lá já formam uma simpática comunidade.

Descoberta Nº 1 – Alojamento (Hotel Meliá Palácio da Lousã)

Palácio do Século XVIII, muito bem restaurado, ao qual foi agregada uma nova ala. Serviço competente e o pequeno-almoço supera muitos hotéis de cinco estrelas.



Sugestão: Parar o carro na porta principal, descarregar a bagagem e depois sim dirijam-se para o parque de estacionamento, porque o caminho do mesmo até á recepção é longo e acidentado.


Descoberta Nº 2 – Natureza e Monumentos

Terminado o dia de trabalho e vestido o equipamento, dirigimo-nos à recepção do hotel, onde nos foi traçado o percurso desportivo/cultural. Os 5 minutos de carro representavam agora uma hora de duro jogging de montanha (se é que isso existe). O cansaço foi rapidamente esquecido ao chegar ao destino, ao ver um pequeno castelo medieval (Séc. XI), escondido no meio da serra, no meio de um intenso verde. Baptizámo-lo como o “T0 dos castelos”. Ouvia-se o som dos riachos por entre o denso arvoredo e a poucos metros estavam uma série de ermidas, prontas para receber as romarias que ali acontecem.



Sugestão: Não esquecer a máquina fotográfica! Vão precisar dela para captar esta bela paisagem.


Descoberta Nº 3 – Gastronomia

Uns metros abaixo do castelo, quase como que a prestar homenagem à sua imponente simplicidade, está o restaurante “O Burgo”. Uma surpreendente quantidade de prémios, homenagens, agradecimentos etc… forra as paredes deste “templo” de uma muito bem preservada cozinha regional.



Para 2 pessoas pedimos: Javali com castanhas, sarriscos da matança, água, vinho, sobremesas.

Preço total: 16€ por pessoa.

Os parabéns vão inteiramente para a cozinha, não podemos dizer o mesmo do atendimento (na pessoa do proprietário). Um pormenor de menor importância para um jantar de verdadeiro regresso ao passado, regresso a sabores que as cidades nos desabituaram …

Sugestão: Marcação o mais antecipada possível.


Comentário Final: Em breve voltarei à Lousã! Escócia? Quem sabe um dia!

Ass. Nuno Carrasco